A gliclazida 30 mg é um medicamento que reduz os níveis sanguíneos de açúcar (agente antidiabético oral da classe das sulfonilureias). É destinado ao tratamento de diabetes tipo 2 (tipo de diabetes, no qual o paciente não necessita fazer uso de insulina), diabetes no paciente obeso, diabetes em paciente idoso e diabetes em pacientes com complicações vasculares.
Como este medicamento funciona?
A gliclazida 30 mg estimula o pâncreas a liberar insulina no momento certo e na quantidade certa, controlando as taxas de açúcar no sangue. Assim, este medicamento ajuda a reduzir os níveis sanguíneos de açúcar, combatendo a hiperglicemia e o aparecimento de complicações vasculares associadas ao diabetes tipo 2. O início de ação do medicamento, na maioria dos pacientes, pode ser notado em 2 semanas de tratamento.
Quando não devo usar este medicamento?
A gliclazida 30 mg está contraindicada nos seguintes casos:
- alérgico (possui hipersensibilidade) à gliclazida, qualquer outro componente da fórmula ou outros medicamentos da mesma classe (sulfonilureias);
- apresenta diabetes tipo 1;
- apresenta corpos cetônicos ou açúcar na urina (isso pode indicar diabetes com cetoacidose);
- apresenta doença renal ou hepática grave;
- em uso de medicamentos para tratamento de infecções fúngicas (como miconazol);
- amamentação;
- para menores de 18 anos.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Você deve seguir o tratamento prescrito pelo seu médico para alcançar os níveis de açúcar sanguíneos normais. Isso significa que, além de fazer o tratamento regularmente, você deve seguir uma dieta, se exercitar e, se necessário, perder peso. Durante o tratamento com gliclazida 30mg, seu nível de açúcar sanguíneo (e possivelmente na urina) e também sua hemoglobina glicada (HbA1c) devem ser regularmente monitorados. Nas primeiras semanas de tratamento, o risco de hipoglicemia (níveis de açúcar sanguíneos baixos) pode aumentar, requerendo um controle médico rigoroso. A hipoglicemia pode ocorrer nos seguintes casos: se você não faz as refeições em intervalos regulares, faz jejum, é desnutrido, muda sua dieta, aumenta sua atividade física sem compensar com a ingestão de carboidratos, bebe álcool, toma outros medicamentos ou uma dose muito alta de gliclazida, entre outros. Os sintomas de hipoglicemia podem incluir dor de cabeça, fome intensa, náuseas, fadiga, e outros sinais. Se os níveis de açúcar sanguíneo continuarem a reduzir, convulsões e até perda de consciência podem ocorrer. Em casos de hiperglicemia, sintomas como sede, necessidade frequente de urinar e boca seca podem surgir, caso o tratamento não seja eficaz. O uso de gliclazida não é recomendado durante a gravidez e a amamentação. Informe seu médico se você estiver grávida ou amamentando. É importante também mencionar qualquer outro tratamento que você esteja fazendo, pois interações medicamentosas podem ocorrer.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Não informado na bula.
Como devo usar este medicamento?
A gliclazida 30 mg deve ser utilizada via oral por adultos. É indicada para o tratamento de diabetes tipo 2. É importante seguir as orientações do seu médico para manter os níveis de açúcar sanguíneo normais, o que inclui o uso regular do medicamento, associando-se a uma dieta, exercícios físicos e, se necessário, perda de peso. Além disso, seu nível de açúcar sanguíneo deve ser monitorado regularmente, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Não informado na bula.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
A gliclazida 30 mg pode causar hipoglicemia, que se manifesta por sintomas como dor de cabeça, fome intensa, náuseas, vômitos, fadiga, agitação, tontura, e confusão mental. Em casos graves, pode ocorrer inconsciência e convulsões. Além disso, pode haver alteração da glicemia, que é o aumento dos níveis de açúcar no sangue, especialmente se o tratamento não estiver adequado. Outros efeitos indesejáveis incluem a possibilidade de anemia hemolítica em pessoas com deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) e ocorrência de porfiria aguda em pacientes com histórico dessa doença.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste
medicamento?