Glifage XR é um medicamento antidiabético de uso oral, que associado a uma dieta apropriada, é utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos, isoladamente ou em combinação com outros antiadiabéticos orais, como por exemplo aqueles da classe das sulfonilureias. Pode ser utilizado também para o tratamento do diabetes tipo 1 em complementação à insulinoterapia. Glifage XR também é indicado na prevenção de diabetes mellitus tipo 2 em pacientes com sobrepeso com pré-diabetes e pelo menos um fator de risco adicional, além de na Síndrome dos Ovários Policísticos.
Como este medicamento funciona?
Glifage ® XR contém metformina, um medicamento para tratar o diabetes em adultos. A metformina pertence a um grupo de medicamentos denominados biguanidas. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite que os tecidos do corpo absorvam a glicose (açúcar) do sangue e a usem para produzir energia ou armazená-la para uso posterior. Se você tem diabetes, o seu pâncreas não produz insulina suficiente ou o seu corpo não é capaz de utilizar adequadamente a insulina que produz. Isto leva a um nível elevado de glicose no sangue. Glifage ® XR ajuda a baixar o nível de glicose no sangue para um nível tão normal quanto possível. Em estudos clínicos, o uso de metformina foi associado à estabilização do peso corporal ou a uma modesta perda de peso.
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve tomar Glifage ® XR: − se tiver hipersensibilidade (alergia) à metformina ou aos outros componentes da fórmula; − se estiver com problema de funcionamento do fígado;− se estiver com problema de funcionamento grave dos rins (depuração de creatinina abaixo de 30 mL/min ou taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) abaixo de 30 mL/min/1,73m²); − se tiver qualquer tipo de acidose metabólica (como acidose láctica, cetoacidose diabética, pré-coma diabético); − se estiver desidratado (por exemplo, em função de uma diarreia grave e persistente, vômitos repetidos) ou se tiver com infecção grave; − se estiver em tratamento para problemas cardíacos, tiver tido recentemente um ataque cardíaco, tiver problemas circulatórios graves ou dificuldades respiratórias;− se ingerir bebidas alcoólicas em excesso;− se tiver que ser submetido à cirurgia eletiva de grande porte ou a exame utilizando meio de contraste contendo iodo.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Glifage ® XR pode provocar uma complicação muito rara, mas grave, chamada acidose láctica (com elevada mortalidade caso não se proceda a um tratamento imediato), particularmente se os rins não estiverem funcionando normalmente. O risco de acidose láctica é aumentado também com diabetes não controlada, cetose, jejum prolongado, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, infecção grave, insuficiência hepática e qualquer condição associada à hipóxia (quando uma área do corpo recebe menos oxigênio, tais como insuficiência cardíaca descompensada, infarto agudo do miocárdio) ou o uso concomitante de medicamentos que possam causar acidose láctica, como os NRTIs – Nucleosídeos Inibidores da Transcriptase Reversa (usados no tratamento da infecção pelo vírus HIV). A acidose láctica pode ocorrer devido à acumulação de metformina. Foram relatados casos de acidose láctica em pacientes tratados com metformina, principalmente em pessoas com diabetes e com insuficiência renal aguda ou agravamento agudo da função renal. Os pacientes ou cuidadores devem ser informados sobre o risco de acidose láctica. Em situações que a função renal (dos rins) possa tornar-se prejudicada de forma aguda, como em casos de desidratação (redução da ingestão de líquidos, febre, diarreia ou vômitos graves ou prolongados), a metformina deve ser imediata e temporariamente interrompida. A reintrodução da metformina deve ser decidida pelo médico, levando em conta a relação risco/benefício para cada paciente, bem como a condição da função renal. Alguns medicamentos também podem comprometer a função renal de forma aguda, aumentando o risco de acidose láctica
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Não informado na bula.
Como devo usar este medicamento?
O GLIFAGE XR deve ser utilizado de acordo com a orientação médica, geralmente em comprimidos de liberação prolongada. É um medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos, associado a uma dieta apropriada, podendo ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros antiadiabéticos orais. A posologia específica e a forma de uso devem ser determinadas pelo médico, levando em consideração a condição clínica do paciente e a monitorização da função renal. É importante não interromper ou modificar a dosagem sem orientação médica.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Não informado na bula.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
O uso de Glifage XR pode provocar uma complicação muito rara, mas grave, chamada acidose láctica, particularmente se os rins não estiverem funcionando normalmente. O risco de acidose láctica é aumentado com diabetes não controlada, cetose, jejum prolongado, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, infecção grave, insuficiência hepática e condições associadas à hipóxia. Os sintomas de acidose láctica incluem vômitos, dores abdominais, cãibras musculares, astenia, dificuldade em respirar e hipotermia. Caso esses sintomas ocorram, é necessária assistência médica imediata. Além disso, Glifage XR não provoca hipoglicemia isoladamente, mas seu uso em combinação com outros medicamentos que causam hipoglicemia pode levar ao seu desenvolvimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste
medicamento?
Se uma quantidade maior do que a indicada de GLIFAGE XR for utilizada, pode ocorrer uma complicação muito rara, mas grave, chamada acidose láctica, que é considerada uma emergência médica. Os sintomas incluem vômitos, dores abdominais, cãibras musculares, grande cansaço, dificuldade em respirar e hipotermia. Caso esses sintomas ocorram, a metformina deve ser interrompida imediatamente e o médico deve ser informado. Além disso, o tratamento deve ser decidido pelo médico baseando-se na relação risco/benefício para cada paciente.